domingo, 29 de março de 2009

Ballet perfeito

Se ele dança, eu danço...Ah, como eu queria que o trabalho fosse tão perfeito e sincronizado como o que acabo de ver no Teatro Sergio Cardoso, em São Paulo. O espetáculo - usei a palavra certa e repito - o espetáculo é exato. Criativo, lindo de se ver. É fácil perceber o trabalho - árduo, por sinal - dos bailarinos, diretores, figurinistas. É óbvio que teve ensaio atrás de ensaio. Mas é incrível como os moços e moças passeiam pelo palco como se dele fossem realmente uma simples extensão.

Indico e reindico. Geralmente falo de ARRRRTE mais pro fim da semana, mas como a São Paulo Companhia de Dança fica em cartaz só até dia 5 de abril, resolvi já deixar aqui a sugestão da semana. É baratinho , 20 reais, e o teatro é o Sérgio Cardoso, na Rui Barbosa, 153. Teatrão dos grandes esse Sérgio.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Notícias lá de fora

Série de TV Mad Men.Pronto, chegamos. Uma pena... tava tudo tão bom... Não que aqui não esteja também, mas, vamos combinar, New York, Chicago, Washington e Canadá são muito mais interessantes que os nossos tristes skylines, não é? Bom, eu acho.

E trazendo informações do lado de lá:

- O colete tá voltando com tudo. É a última moda. Espero que seja mesmo a última. Horror puro.

- A atriz Natasha Richardson fez o povo chorar. Aqui não devem ter falado muito da moça, que era atriz - muito boa e conhecida - na Broodway. A Times Square apagou por um minuto - e eu vi - sob o comando de Sara Jessica Parker, a eterna-tudo-de-bom Carrie, do "Sex And The City". Estavam lá também a mãe de Natasha, a atriz Vanessa Redgrave, e o marido, o ator Liam Neeson. Natasha caiu numa aula de esqui e morreu horas depois por traumatismo craniano. Triste.

- A série “Mad Men” (o da foto) e a quinta temporada de “The Office” tá que tá. Por isso que tenho certeza que a série Poder S.A. vai ser tudo na vida da gente.

- Fechei os olhos para não ver “Lost”. Quero ver aqui.

- Julia Roberts voltou para o cinema! Lá, ela estava em tudo que era programa de TV e revistas. Não sei quando o filme dá o ar da graça aqui, mas posso garantir que vale muito o ingresso.

- Só se fala no roteirista de "Milk". Nunca vi alguém sair do armário e, só por isso, ser considerado bacana. Inveja.

- O filme “Shoppingholic” é o novo “Diabo veste Prada” da vez. Vamos aguardar. Assim como dizem que o longa “I Love You, Man” vai roubar o Oscar de 2009. Duvido.

- Comprei um I-Touch e um Mini-Note. Impossível não se render ao pequeno computador.


- Vimos AngelinaJolie e Nicolas Cage filmando em New York. Luxo! Tenho fotos que comprovam, tá?

- A recessão tá forte e o povo tava bem bravo com os bônus da AIG. Estão certos eles.

- Nunca vi americano tão fofo. Nada como o emprego estar na berlinda, não é?

quinta-feira, 12 de março de 2009

Quem mata mais?

Para quem não sabe, explico o porquê de tanta imagem e quase nada de palavras. É que o escritor aqui está viajando. É... peguei o amor, o passaporte, a primeira classe e fugimos do calor para o Canadá e Estados Unidos. Ficaremos por lá por um bom tempo. E para não deixar isto daqui às moscas, tem um monte de posts já agendados. E, abaixo, vai mais uma piada produtiva!

Quem mata mais... o alcool ou o trabalho?


quinta-feira, 5 de março de 2009

Começo de ano na FIRMA!

Como dizem, o ano começa mesmo é depois do carnaval. por isso, um chefe sabido fez a primeira reunião de integração agora em março - depois que as marchinhas de carnaval se calaram. E lá estavam todos os funcionários da empresa reunidos nessa festa de integração da firma.

E o patrão se engraça e começa a contar piadinhas sem graça nenhuma. Ele conta a primeira, e todo mundo ri… Conta a segunda e a gargalhada é geral.

Quando já estava lá pela quinta piada, o chefão reparou que havia um único rapaz na sala que não riu de nenhuma piada que ele tinha contou. Intrigado, ele se aproxima do rapaz e pergunta:

- Escuta, está acontecendo alguma coisa com você ? Eu já estou na quinta piada e até agora eu não vi você rir!

- Ah, não é nada não… - diz o rapaz sorrindo - É que eu não trabalho nesta empresa!

segunda-feira, 2 de março de 2009

Tudo é muito simples...

— Mestre, como faço para me tornar um sábio?

— Boas escolhas.

— Mas como fazer boas escolhas?

— Experiência — diz o mestre.

— E como adquirir experiência, mestre?

— Más escolhas…

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Precisa dizer mais alguma coisa...?

E, daqui da ponta mais ao norte das Américas, diretamente do sofisticado Canadá, trago notícias da crise... Veja a foto abaixo... Uma imagem vale mesmo por mil palavras... Principalmente imagem com palavras.
General Motors ou Coronel Motors...?

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Vou sambar em outra freguesia!

CARNAVAL NÃOOOOO!
E no "O balancê, balancê", eu que não quero dançar com você. Eu não. Acho Carnaval chato demais. Por isso, para os que ficam, muito AxÉ! Eu que não vou ouvir Ivete, Margareth, nem a dança da Mobilete. Eu vou é correr para a primeira classe da Continental e voar pra bem longe! Muita neve, muito vinho do bom, muita diversão com minha melhor companhia: meu casamento. Até a volta!

Beijos!!!

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Enquanto isso, na sala da justiça...

John Grisham traz mais uma história que conta os bastidores dos tribunais americanos. O novo livro, "O Recurso", tem ainda mais um atrativo. Um Novo livro de John Grisham: O RECURSObom atrativo: é possível também conhecer como se fazem os bilionários contemporâneos, e como vale tudo no mundo dos negócios em que o preço da ação de uma empresa nem sempre reflete seus verdadeiros valores. Tudo vale a pena, para alguns empresários. Tudo vale a pena se, no fim, as ações subirem. Mais e mais. Sempre.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Diz que diz no trabalho

No Rio de Janeiro chamam de Rádio-Corredor. Em São Paulo é Radio-Peão. Não importa o nome que leve, o que importa mesmo é saber o quanto a fofoca faz parte do dia-a-dia corporativo. DE-TES-TO! Quando era executivo, essa era uma das coisas mais chatas de administrar: os fofoqueiros de plantão. Não era difícil saber quem eram os Nelson Rubens da empresa. O saco era ter que esconder tudo deles. Fofoca atrapalha e muito.

Conheço muita gente que se utilizou da Radio Peão quando precisava que a empresa toda soubesse da última conquista da área em que trabalhava ou o quanto incompetente era o novo gerente do departamento rival. "Se as armas existem, por que não utilizá-las a seu favor?", era o que me diziam uns. Horrível.

A jornalista Viviane Macedo disserta - e muito bem - sobre o assunto da fofoca no trabalho. Vale a pena ler. Abaixo, a matéria.



Diga não à fofoca e ganhe pontos positivos

Viviane Macedo

Nem o excesso de trabalho, correria e competitividade do ambiente corporativo inibem algumas pessoas a soltarem o verbo - reclamarem, criticarem, fofocarem. Para alguns profissionais conter os ânimos e evitar comentários maldosos sobre os colegas e chefes é quase impossível. O que fazer se um desses "fofoqueiros de plantão" insistir em contar tudo para você? Fuja dele! "É preciso escapar dos fofoqueiros. Fazer parte de uma fofoca, mesmo como ouvinte, não é bom para o profissional", afirma a consultora da BPI RH, Laura Casteliano. Além disso, quem fala dos outros para você, também pode falar de você para as outras pessoas. "Com aquele perfil de frase: 'Soube da última?', o fofoqueiro não perdoa ninguém. E se hoje você é o seu ouvinte, amanhã pode ser sua vítima", alerta o coach de vida, Luiz Antônio Souza Neto.

A fofoca nem sempre começa com uma intenção maldosa, às vezes, um pequeno comentário já é motivo para muita repercussão. "Querendo ou não, a fofoca é uma coisa do ser humano. Acho que nós não vamos nos ver livres disso nunca. O que podemos e devemos é aprender a lidar com esse tipo de informação e usar a discrição", aconselha Laura. Para ela, independente do ambiente, sempre haverá casos desse tipo, por isso é necessário que cada um faça a sua parte. "O maior erro dos profissionais é passar a informação adiante. Todos sabem que é feio e errado, mas são poucos aqueles que quebram o circulo vicioso da fofoca", afirma.

Como ela nasce?
Para Souza Neto, uma chefia ou liderança precária é fator determinante para a proliferação de fofoca no ambiente de trabalho. "Acredito que muito da fofoca se dê por falta de uma boa liderança. O verdadeiro líder não deixa que a fofoca se espalhe, ele consegue ter certo controle da situação e de sua equipe de uma forma geral, então, mesmo que um da equipe queira fofocar, o resto do grupo vai contra isso." Mas, segundo o coach, quando o exemplo vem de cima é ainda pior. "Muitas vezes, o chefe é o grande fofoqueiro e, nesses casos, falta exemplo, ou melhor, o exemplo é negativo e não agrega, pelo contrário, leva o grupo para o mesmo caminho", considera.

Já Laura acredita que a fofoca simplesmente aconteça, muitas vezes, sem que o fofoqueiro tenha noção do tamanho do estrago que pode causar para a pessoa de quem fala. "Quem fala mal ou comenta, faz por algum motivo. Mesmo que não esteja de caso pensado ou disposto a derrubar alguém, o fofoqueiro sabe que isso não é certo, mas nem sempre enxerga a dimensão que um comentário pode ter", diz. E ela alerta "É preciso ter mais responsabilidade ao falar de alguém. Uma fofoca é capaz de destruir a reputação de uma pessoa".


Fique fora e ganhe pontos
Segundo os consultores, ficar fora das rodinhas onde a fofoca acontece só traz benefícios para o profissional. "As pessoas que não entram nesse jogo da fofoca ganham muito! Ganham credibilidade, respeito e a consideração dos superiores, que sabem que podem confiar", garante Laura. E Souza Neto completa. "Além disso, são fortes candidatos a cargos de confiança, pois transmitem seriedade e responsabilidade para as chefias".

Fuja da fofoca
Ela pode até ser atraente, por isso ganha tantos seguidores, mas o melhor que um profissional tem a fazer é se manter bem longe dos bastidores da fofoca, e também tomar os cuidados necessários para não ser o próximo alvo. Veja as dicas de Laura Casteliano e Souza Neto para se prevenir e não entrar no jogo dos fofoqueiros.

- Afaste-se de quem fala mal da organização, chefes e colegas
- Reflita sobre suas atitudes: como age diante de uma fofoca? Se costuma passar adiante, mude!
- Não comente de pessoas quando essas estiverem ausentes
- Não entre em detalhes sobre sua vida pessoal. Seja profissional e busque sempre separar as coisas
- Se for confrontar um fofoqueiro, o faça em particular e com sutileza

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Dúvidas... e Poder...

Merly Streep é PODER!!!!O filme "Doubt", ou, em bom português, "Dúvida", é bom. Poderia ser incrivelmente bom se o roteirista/diretor não tivesse destruído, literalmente na última fala, um dos melhores personagens femininos do cinema americano. A Freira vivida por Merly Streep é perfeita. Arrogante, seca, fria, moralista. Mas humana, generosa, gentil, até. Impossível não ficar ao seu lado - até porque o roteiro nos leva a acreditarmos que o Padre, vivido pelo ótimo Philip Seymour Hoffman, fez coisa errada. Pena mesmo que o diretor faz tudo acabar no último segundo do filme... Não dá pra dar um jeito, como diria um amigo? Não dá para, de repente, editarmos o final? Por favor...

O filme fala de PODER. De um dos poderes mais antigos do mundo - se não for O mais antigo. O poder da Igreja. O poder de seus padres fanfarrões e cheios de darksides estranhos e perigosos. As freiras que se calem e respeitem a hierarquia. As freiras que falem com seus confessores, mas que não façam nada se descobrirem qualquer escorregada dos padres. Mesmo se o padre estiver sodomisando garotinhos... As freiras que deixem de dormir. Os padres que continuem se divertindo. Numa analogia rápida com o universo executivo, a freira seria um gerente que não pode falar com o presidente caso descobrisse que seu diretor está roubando a empresa. O gerente que feche a boca e reze mil aves-marias.

O filme trabalha, basicamente, com três personagens. Além do padre e da freira-Streep, o vértice está numa freira jovem e inocente (interpretada por Amy Adams), influenciável e possivelmente uma boba nas mãos de um padre mau. Seria uma espécie de estagiário do mundo corporativo... E palmas para o diretor que deixa o espectador em dúvida o tempo todo. Quem é o mocinho? Quem é o bandido? Mesmo depois de tantos escândalos de pedofilia na Igreja, mesmo assim, ficamos horas com dúvida de uns, horas com dúvidas do outro.

Pena mesmo é o final do filme... Já falei disso?

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Quem quer empregooooo?

Deu na BBC: quem pede o menor salário ganha emprego. Nada de muito novo - claro que a pretensão salarial é fator decisivo na escolha de um candidato. No entanto, é a primeira vez que ouço falar em leilão de empregos, onde, quem pede pra ganhar pouco leva pra casa a vaga de trabalho. Ou seja, o único quesito em questão é não se importar em passar fome.

Veja a matéria abaixo, ou clique aqui.


Site dá chance de emprego para quem pede menor salário

BBC Brasil

Um site de empregos nos Estados Unidos está promovendo um "leilão" de vagas na internet em que candidatos podem dizer o quanto querem ganhar -quem pedir o menor salário tem mais chance de ser contratado.

O site Jobaphiles.com foi criado por estudantes recém-formados em Boston e está voltado, principalmente, para outros estudantes ou recém-formados que encontram dificuldades para entrar no mercado de trabalho.

O site atualmente oferece cerca de 180 vagas - na maioria temporárias ou com expediente reduzido - em várias áreas diferentes, como mídia, design e contabilidade, e ainda vagas em lojas e restaurantes e de babá, todas na área de Boston.

Os empregadores anunciam vagas no site, dizendo o tipo de trabalho, o tempo de duração e os requisitos. Os candidatos podem fazer "ofertas", informando suas qualificações e o salário desejado. O site afirma que não necessariamente a oferta de salário mais baixa vai ser a escolhida, mas que o pagamento será um dos fatores mais importantes na hora da decisão.

Uma vez escolhido o candidato, o site passa ao empregador os contatos dele, para que os dois estabeleçam o contrato. Depois de terminado o trabalho, o empregado pode dar uma "nota" ao empregador, que serve de referência em futuros anúncios. O chefe executivo do site, Thai Nguyen, disse ao site do The Boston Channel que a ideia é que ele seja usado como uma espécie de "páginas amarelas de trabalho para estudantes".

O site também tem um espaço para que os estudantes anunciem seu currículo, onde potenciais empregadores poderiam recrutá-los, dependendo de suas necessidades.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Mercearia do Francês NÃO, OK?

Mercearia do Francês NÃO! FUJAAAAAAA DAQUIIII!"Cuidado, em tempos de crise, o que diferencia um lugar é o atendimento", falou o cliente, irritado, depois de esperar por 70 minutos seu prato chegar.

"Eu não estou sentindo crise nenhuma. Aqui não tem crise", respondeu o francês com charme envelhecido e com um corte de cabelo que devia fazer algum sucesso em 1988.

Pois é... Essa é a descrição da conversa com o proprietário da Mercearia do Francês - restaurante sem muita atração, que fica em Higienópolis, em São Paulo. O dono do lugar, o tal francês de rugas fundas e olhos azuis já não tão jovens, bobo, adora fazer de conta que é chef bacana e esquece de cuidar da freguesia.

Foi assim, como já cantou Wanderleia, que aconteceu lá perto do cemitério da Consolação - onde, um dia, todos acabamos (claro que no Cemitério e não na Consolação):

21h - chegada animada e descontraída para o aniversário do amigo.

21h05 - pedido de uma porção de bolinho de bacalhau.

22h12 - garçom é questionado sobre a porção de bacalhau: "Cadê o danado?". Resposta do moço: "Mandei trocar o óleo porque ele - o óleo - já estava velho. Pedi para colocar um novo para deixar o bolinho mais gostoso". Ninguém, claro, acreditou no dito-cujo. E... pior ainda se for verdade. Óleo velho!?

22h14 - garçom volta à mesa e pede desculpas, "Mas o bacalhau acabou".

22h14 - cinco pessoas do primeiro grupo, vamos chamar aqui de grupo A, pede seus pratos.

22h34 - segundo grupo, o B, pede seus pratos.

22h44 - o segundo grupo, o B, recebe seus saborosos jantares.

22h45 - Beto, o que aqui escreve, e que fazia parte do grupo A, começa a perguntar: "Cadê minha comida?". Resposta do primeiro garçom: "Eu só tiro o pedido. Se quiser resolver alguma dúvida, fale com o matrie".

22h46 - Beto, ainda mais irritado, levanta e vai falar com o maitre. resposta: "Estamos vendo".

22h47 - Beto, que viu o dono-francês chegar às 21h07, pede para falar com o responsável-mor, o pode-pode, o tudo-tudo, o tal do homem de nariz aquilino cheio de marcas de acne. Resposta do maitre: "O dono está com amigos, e não posso incomodá-lo".

22h48 - Beto tem um piti daqueles, roda a baiana, e, mais que de repente, chega o dono acostumado a ser rei no país verde-amarelo. Discutimos, disse que seu atendimento era de terceiro mundo. A resposta do altão foi a melhor: "Mandei servir um espumante como pedido de desculpas" - claro que ele não ia falar Champagne, afinal, o já senhor é de lá da terra de Napoleão e sabe que Champagne é da região de Champagne. Coitado de nosso Chandon, criado aqui em terras sulistas... Chandon, este, não tocado. Como bom conquistador-europeu de terras distantes e mais pobres, acha que os índios aqui vão calar a boca com espelhinhos e afins. Ele que tome o espumante sozinho.

23h03 - Chegada dos pratos. Festa acabada, aniversariante triste, convidados sem graça. E o Beto aqui de vilão para uns, de herói para outros.

Tudo isso para quê? Pergunto, sinceramente, para que uma pessoa abre um restaurante... Se é para ter atendimento medíocre, não é melhor investir na poupança e viver da brisa dos trópicos? Para que abrir um lugar se é para deixar os outros irritados?

Perguntei para o dono o que ele ia fazer. A resposta... "Vou conversar com a equipe". Boa. Ótimo. Perfeito. É para rir? Se for, não achei graça.

A conta veio inteirinha. Até com os 10% - que, claro, eu me neguei a pagar. Sempre alguém se sente constrangido demais a ponto de pagar pelos e para os outros. Pena. Só por isso que os franceses, portugueses, e todos os "eses" do primeiro mundo se sentem à vontade de prestar serviço subdesenvolvido para gente de país em desenvolvimento. Queria ver neguinho sentado em mesa de amigo se a história se passasse na Argentina ou nos Estados Unidos. Bem-feito. Brasileiro tem mesmo o que merece.

Mas não tem nada não... No próximo livro, Mercearia do Francês chega com tudo, como locação para o pior do atendimento da cidade. Desbancando até o Santo Grão.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Padrão Globo de qualidade...

Câmara branca do Big Brother não é MARA!Assim... Sou fã declarado da Globo, gosto da emissora e acho mesmo a Vênus Platinada tudo-de-bom. Mas... às vezes vem uma saudade do Boni...

Ontem, quem acompanhou o Big Brother viu uma das sequências que entrará para o hall-vergonha do Projac - junto com a mulher-sushi do Faustão e todas as erradas roupas da Patricia Poeta e do Zeca Camargo, apresentadores do Fantástico. Na noite da segunda-feira fomos agraciados com a tal câmara branca. Ou seja, Big Brother virou No Limite, levando os participantes ao extremo por um punhado de vil metal.

O Boninho, que é filho do Boni, pelo jeito não puxou o pai - homem, este, que sabe mesmo tudo de televisão. Tenho certeza que na era de ouro da Globo, o Deus-poderoso, o pai, o Boni, não deixaria o filho, o Boninho, fazer tudo pelo Ibope, até passear pelo mundo cão. Tenho certeza que não.

A câmara branca é de uma riqueza de detalhes de tortura que lembrou bem um campo de concentração. Sadismo, minha gente, até sadismo, tem limites. O branco, para quem não sabe, ofusca os olhos de tal maneira que dá uma sensação de cegueira branca. A falta de controle do tempo, sem janelas para perceber se é dia ou se é noite, leva qualquer um à falência mental. A solitária do Big Brother, com aura de nave espacial, para mim, foi o limite da criação de mau gosto.

Antigamente, anunciantes não escolhiam onde iam colocar campanhas de seus produtos apenas pelo Ibope. Havia, também, dentro da equação veiculaçãoXretorno, um coeficiente importante: bom gosto. Tanto que Ratinho, no SBT, nunca teve muitas boas marcas fazendo inserção em seus breaks comerciais. Ficava sempre a escama de tubarão como maior anunciante. Quem gostava de mundo cão que ficasse com o tubarão. Eu mesmo, nos meus velhos tempos de marketeiro, barrei campanhas em programas duvidosos. Se fosse eu o responsável por qualquer marca que está dentro do Big Brother, hoje, estaria gritando.

O Big Brother tem como base o voyerismo. Tem também como base o confinamento. Pessoas que não se conhecem tendo que conviver por meses sem qualquer ligação com o mundo exterior. OK, são ratinhos de laboratório com um belo prêmio no final. Mas daí fazer desses coitados-competidores experiências de loucura humana já é demais. Não seria melhor pensar em tramas mais divertidas dentro do espírito "convivência"? Algo como o Pedro Bial não entrar em contato com esses "heróis", como o apresenatdor de camiseta grande e feia fala, por duas semanas? O que os "Brothers" fariam se mais nem esse contato fosse feito? E se nem a produção aparecesse por lá? Eles iriam tentar pular o muro? Sei lá, não estou aqui para criar nada de graça.

Só sei é que choquei. E pronto.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Para entender a crise mundial...

Entenda o porquê da crise na voz de um dos principais personagens. Tem um pouco de preconceito, é verdade. Mas o humor negro do banqueiro inglês é muito bom!

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Negócios em família

"Os Irmãos Karamabloch", de Arnaldo Bloch, é uma epopéia familiar das melhores. Vale muito a pena conhecer a saga dos Bloch, que construiram um dos maiores impérios da comunicação do Brasil - junto com os Civita (Abril), Marinho (Globo) e Chateaubriand (Tupi e Diários Associados).

Como diz um amigo, o livro dava uma ótima minisérie. E daria mesmo. Quem sabe não vemos na tela da Globo a estréia e o fim da TV Manchete?


terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Radio Peão, brigas e conflitos...

Pegue duas ou mais pessoas. Divida-as em grupos separados. Agora, dê, para cada grupo, uma meta impossível de ser atingida. Mexa bastante em sentido horário... Adicione mais três palavras "meta": na meta, avise que a meta de um grupo depende da meta do outro grupo. Resultado?

Se for um especialista do mundo corporativo, ele dirá: "O resultado será uma eficiente integração entre as áreas para que a empresa cresça e se desenvolva com Associados motivados e focados". No entando, a resposta verdadeira, sem dourados, é: "Vai dar merda.". Desculpe o palavreado, mas é verdade. Fora que a empresa vai gastar, e muito, com brigas, picuinhas e fofoquinhas de corredor.

O Canal Executivo divulgou uma interessante pesquisa, através de um artigo com o sugestivo título-auto-explicativo: "Conflitos no trabalho geram perda de 11 dias úteis por ano". A matéria conta que, segundo pesquisa desenvolvida pela Fellipelli, em parceria com a OPP, os brasileiros gastam em média 1,9 hora por semana na solução de conflitos, o equivalente a 91,2 horas por ano e 11,4 dias de trabalho. As empresas nacionais ficam atrás apenas das alemãs e irlandesas, ambas com perdas de 3,3 horas semanais, e das companhias norte-americanas (2,8 horas). O estudo foi realizado em nove países (Inglaterra, Bélgica, Brasil, Dinamarca, França, Alemanha, Irlanda, Holanda e Estados Unidos), com a participação de 5.000 executivos.

De acordo com a pesquisa, 85% dos funcionários têm de lidar com o conflito em algum grau, e 29% fazem isso com freqüência. A principal causa dos desentendimentos dentro de uma organização brasileira é o estresse, fator apontado por 43% dos entrevistados. O choque de valores vem em segundo lugar, com 24% das reclamações. Já na média global, quase a metade dos funcionários (49%) vê as diferenças de personalidades e luta de egos como os maiores geradores de conflitos, seguidos de estresse (34%) e pressão por conta da elevada carga de trabalho (33%).

Leia a matéria completa clicando aqui.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Titanic + The Secret + Forest Gump = a...?

Brad Pitt no filme que concorre a 13 Oscar, o Curioso Caso de Benjamin Button. Incrível, não?"O curioso caso de Benjamin Button". Esta é a resposta, entendeu? Não? Explico de novo.

O novo filme do Brad Pitt é uma mistura - boa - do Titanic, Forest Gump e The Secret. Talvez esta última referência seja a menos empolgante... O filme tem mensagens positivas demais, chatas, em alguns momentos. Lembra Titanic pelo tempo de filme e pela escolha do roteirista em contar uma linda história de amor que ninguém conhecia através de uma senhora em seus últimos momentos de vida. Além do herói doar sua vida pela felicidade de seu grande e único amor. Tocante... Forest Gump foi misturado para dar ao personagem principal aquela aura de espírito evoluído e alma boa, que tudo dá e nada pede. Além de encontrar num velho barco seu vínculo com o mundo.

Vale a pena comprar o ingresso e ver o filme que acaba de ser indicado a 13 Oscar. "Benjamin Button" tem 159 minutos. Uma longa espera, é verdade. Você sabe e sente as 3 horas de filme, não tem jeito. Mas é só levar comidinhas, uma boa garrafinha de 600ml de coca light e tá tudo certo. O filme não cansa.

A História é interessante e muito bem contada. Não dá pra falar muito sem entregar algumas surpresas... A única reflexão que deixo sem estragar nada é: o final não seria o sofrimento dos doentes de Ausaimer? Outra: Brad Pitt nunca esteve tão bonito e tão bom ator. Repare no olhar que ele tem ao longo do filme. É muito bem dirigido, e é quem situa quantos anos o personagem realmente tem. E última: a abertura/brincadeira com o logo dos estúdios realizadores do filme não é à toa. Button é "Botão" em inglês. E é exatemente nos botões que vemos e aprendemos um pouco sobre o mundo corporativo americano durante e pós segunda guerra. Quem disse que na guerra todo mundo perde dinheiro?


E, sim, a foto no post é do Brad Pitt em um de seus momentos do filme. Incrível, não?