Beto Ribeiro, escritor, diretor, roteirista e produtor executivo de TV. Autor de Poder S/A e Eu Odeio Meu Chefe. Na TV, tem mais de 40 séries no ar: Série A3 (Amazon Prime Video), Filme B (Canal Brasil); Terra Brasil (Animal Planet/TV Cultura); Força de Elite e Muito Além do Medo (AMC); Prato do Dia (TLC); Investigação Criminal (AXN); Anatomia do Crime (Discovery).
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terça-feira, 22 de julho de 2014
Entrevista Beto Ribeiro para blog especializado em roteiros
Todo dia chegam várias pessoas perguntando "como me torno um roteirista?", e eu respondo com uma única palavra: trabalhando. :)
Para ser roteirista é preciso ler muito, ver muita TV e muito filme. Entender a construção narrativa e, claro, escrever.
Confira a entrevista que dei para o site "Sobre Roteiros e Roteiristas", onde falo mais sobre a tarefa de escrever para TV. Clique aqui!
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Ser dono de um lugar é ser dono dos empregados?
Claro que não.
Mas acho que poucas pessoas sabem disso. No meu livro, Poder S.A., mostro presidentes, diretores, donos de empresas que vão além de qualquer limite e usam e abusam do (mal)humor para "estimular" os empregados. Claro que sempre com o acordo do funcionário-colaborador.
Tem gente que acha até que minhas histórias podem ser um pouco, digamos, exageradas. Mas, como sempre digo, o cotidiano é o melhor autor, ele sempre escreve uma história muito melhor que qualquer escritor. Leia abaixo a matéria que saiu na Exame sobre o Mário Gazin, fundador do grupo Gazin. Dizem que é uma empresa de varejo importante. Nunca ouvi falar. E nunca gastaria 1 centavo nessa empresa. O dono da empresa - e não do mundo - joga bombinhas nos empregados para eles "acordarem" e dá cuecas e calcinhas para os funcionários. Nas peças intimas, nada menos que as metas do ano bordadas. É pra ser engraçado? Como é que esses associados-colaboradores aceitam isso!!!???
MATÉRIA RETIRADA DO SITE EXAME.COM. SE PREFERIR, CLIQUE AQUI PARA LER NA EXAME.
exame/negócios
As bombinhas e o bilhão
Na esteira do agronegócio e com métodos de motivação folclóricos (como jogar bombinhas nos funcionários), o empresário Mário Gazin construiu uma rede de varejo bilionária
Márcio Juliboni 06.08.2009 00h01
Lee Iacocca, lendário executivo que comandou a montadora americana Chrysler nos anos 80, costumava dizer que "administração nada mais é do que motivar pessoas". Mário Gazin, fundador do grupo Gazin, 13a maior rede de varejo do país, pouco ouviu falar de Iacocca, mas leva sua máxima ao paroxismo -- e de um jeito bem peculiar. Nas festas de fim de ano, Gazin distribui calcinhas e cuecas a seus aproximadamente 3 400 funcionários. Em todas as peças, manda bordar as metas da empresa para o ano seguinte. Além de estarem folcloricamente gravados na roupa íntima dos empregados, os objetivos estão fixados em cartazes coloridos espalhados por todos os cantos da sede do grupo Gazin -- o que inclui as portas dos banheiros. Há anos, durante o período de festas juninas, uma tradição de Douradina, cidade onde a rede paranaense nasceu, Gazin estoura bombinhas para despertar as pessoas durante o expediente. Os estampidos são acompanhados de gritos: "Vamos mexer o doce, pessoal. Vamos mexer o doce!" Cada cafezinho tomado na empresa é pago -- inclusive os consumidos pelo presidente. "Se não for assim, o pessoal abusa", diz Gazin. Os 6 500 habitantes de Douradina parecem não se incomodar com seu jeito excêntrico. Gazin é uma espécie de ídolo local, o empresário de origem humilde que construiu um negócio bilionário, um sujeito que ajuda a movimentar a economia local com suas técnicas de motivação. Em 2008, o grupo Gazin distribuiu aos funcionários que mais se destacaram 12 automóveis Corolla, diversos carros menores, quase 50 motos, viagens e prêmios em dinheiro. "A pressão para atingir as metas só seria ruim se eu não desse nada em troca", afirma Gazin, um paranaense de 59 anos. Em 2008, sua rede cresceu 27%. Na virada do ano, ele distribui calcinhas e cuecas bordadas com a fórmula 103 = 3% = 16% = 1,7% (ou seja, 103 milhões de reais de vendas ao mês, 3% de aumento do lucro líquido, 16% de retorno do patrimônio e máximo de 1,7% de inadimplência). Nos seis primeiros meses deste ano, 90% das metas foram batidas. Mas o faturamento cresceu 20% em relação ao mesmo período do ano passado.
As calcinhas, as cuecas e, principalmente, as bombinhas ajudam a construir uma versão caricata do empreendedor, mas não explicam seu sucesso. Na esteira do agronegócio, o grupo Gazin fatura atualmente cerca de 1,1 bilhão de reais. São mais de 150 lojas, seis centros de distribuição, centro atacadista, uma fábrica de móveis e outras três de estofados e colchões. O mérito de Gazin foi crescer em mercados em que as grandes redes de varejo têm pouca ou nenhuma presença. Enquanto cadeias como Casas Bahia, Ponto Frio e Magazine Luiza lutam pelos consumidores das grandes capitais, Gazin estendeu sua atuação por áreas bem menos disputadas. Seus móveis e eletrodomésticos são vendidos em lugares tão minúsculos quanto Alto do Taquari, em Mato Grosso, com 6 300 habitantes, ou Cerejeiras, em Rondônia, com pouco mais de 16 000 habitantes. Somente sete dos 100 municípios atendidos pelo grupo contam também com uma loja da Casas Bahia. "A estratégia de Gazin é comer pelas bordas", afirma Eugênio Foganholo, diretor da Mixxer, consultoria especializada em varejo. "Assim, fica protegido contra a concorrência."
A estratégia de crescer nos mercados do Centro-Oeste e do Norte do Brasil começou quase por acaso. As primeiras filiais da Móveis Gazin foram abertas para acompanhar a trajetória de migração dos douradinenses. Seduzidos por terras mais baratas em Mato Grosso do Sul ou empurrados pela forte geada de 1975, que devastou as plantações de café do norte do Paraná, muitos produtores rurais da região saíram rumo ao Norte. A população de Douradina, que tinha 30 000 habitantes quando Gazin abriu sua primeira loja, foi reduzida a um quinto no período de 30 anos. (Hoje, milhares de cidadãos e seus descendentes podem ser encontrados em cidades que vão do Paraná a Rondônia.) Com o tempo, explorar pequenas cidades na fronteira agrícola deixou de ser uma questão de sobrevivência para se tornar um modelo de negócios. Para crescer nesses mercados, antes desprezados pelos grandes varejistas, Gazin explorou a tripla condição de fabricante, atacadista e varejista. De suas próprias fábricas saem os artigos que abastecem os pontos de venda da rede. Como atacadista, Gazin reúne os pedidos de pequenos comerciantes das regiões onde está presente e os soma às encomendas de sua rede, o que lhe confere escala nas negociações com os fornecedores de eletroeletrônicos. No ano passado, os serviços prestados a pequenos comerciantes foram responsáveis por 8% do faturamento do grupo Gazin.
Primogênito de cinco filhos de um casal de lavradores, Gazin faz parte do grupo de empreendedores brasileiros que podem bater no peito e dizer que se fizeram sozinhos. Sua infância e juventude foram marcadas por privações. Ele interrompeu a escola no primeiro ano do ensino fundamental para ajudar nas despesas da casa. Colheu café, foi sapateiro e motorista de parteira. Aos 15 anos, depois de outras tantas ocupações temporárias, passou a trabalhar numa loja de móveis. "Era o melhor negócio do mundo: o pessoal saía feliz e, se não pagasse, a gente podia pegar o produto de volta", diz. Quando o dono decidiu fechá-la, Gazin, então com 17 anos, convenceu o pai a vender o jipe da família e a comprá-la. No começo, ele morava nos fundos da própria loja, cozinhava lá mesmo e durante as tardes, quando o movimento era normalmente baixo, realizava bicos para complementar o orçamento. Nesse período, chegava a vender fiado ou em troca de comida e mercadorias. Somente quando o dinheiro da primeira safra começou a circular na cidade, Gazin teve certeza de que tinha comprado o negócio certo. "Eu sabia que as pessoas me pagariam quando a colheita viesse", diz. Hoje, o grupo Gazin é controlado por dez pessoas, o próprio Mário Gazin mais nove parentes, entre eles seus quatro irmãos. Todos já indicaram seus sucessores na administração do negócio. "Meus três filhos serão meus herdeiros", afirma Gazin. "Mas nenhum deles fará parte da administração. Eles não sabem gastar menos do que ganham."
Mas acho que poucas pessoas sabem disso. No meu livro, Poder S.A., mostro presidentes, diretores, donos de empresas que vão além de qualquer limite e usam e abusam do (mal)humor para "estimular" os empregados. Claro que sempre com o acordo do funcionário-colaborador.
Tem gente que acha até que minhas histórias podem ser um pouco, digamos, exageradas. Mas, como sempre digo, o cotidiano é o melhor autor, ele sempre escreve uma história muito melhor que qualquer escritor. Leia abaixo a matéria que saiu na Exame sobre o Mário Gazin, fundador do grupo Gazin. Dizem que é uma empresa de varejo importante. Nunca ouvi falar. E nunca gastaria 1 centavo nessa empresa. O dono da empresa - e não do mundo - joga bombinhas nos empregados para eles "acordarem" e dá cuecas e calcinhas para os funcionários. Nas peças intimas, nada menos que as metas do ano bordadas. É pra ser engraçado? Como é que esses associados-colaboradores aceitam isso!!!???
MATÉRIA RETIRADA DO SITE EXAME.COM. SE PREFERIR, CLIQUE AQUI PARA LER NA EXAME.
exame/negócios
As bombinhas e o bilhão
Na esteira do agronegócio e com métodos de motivação folclóricos (como jogar bombinhas nos funcionários), o empresário Mário Gazin construiu uma rede de varejo bilionária
Márcio Juliboni 06.08.2009 00h01
Lee Iacocca, lendário executivo que comandou a montadora americana Chrysler nos anos 80, costumava dizer que "administração nada mais é do que motivar pessoas". Mário Gazin, fundador do grupo Gazin, 13a maior rede de varejo do país, pouco ouviu falar de Iacocca, mas leva sua máxima ao paroxismo -- e de um jeito bem peculiar. Nas festas de fim de ano, Gazin distribui calcinhas e cuecas a seus aproximadamente 3 400 funcionários. Em todas as peças, manda bordar as metas da empresa para o ano seguinte. Além de estarem folcloricamente gravados na roupa íntima dos empregados, os objetivos estão fixados em cartazes coloridos espalhados por todos os cantos da sede do grupo Gazin -- o que inclui as portas dos banheiros. Há anos, durante o período de festas juninas, uma tradição de Douradina, cidade onde a rede paranaense nasceu, Gazin estoura bombinhas para despertar as pessoas durante o expediente. Os estampidos são acompanhados de gritos: "Vamos mexer o doce, pessoal. Vamos mexer o doce!" Cada cafezinho tomado na empresa é pago -- inclusive os consumidos pelo presidente. "Se não for assim, o pessoal abusa", diz Gazin. Os 6 500 habitantes de Douradina parecem não se incomodar com seu jeito excêntrico. Gazin é uma espécie de ídolo local, o empresário de origem humilde que construiu um negócio bilionário, um sujeito que ajuda a movimentar a economia local com suas técnicas de motivação. Em 2008, o grupo Gazin distribuiu aos funcionários que mais se destacaram 12 automóveis Corolla, diversos carros menores, quase 50 motos, viagens e prêmios em dinheiro. "A pressão para atingir as metas só seria ruim se eu não desse nada em troca", afirma Gazin, um paranaense de 59 anos. Em 2008, sua rede cresceu 27%. Na virada do ano, ele distribui calcinhas e cuecas bordadas com a fórmula 103 = 3% = 16% = 1,7% (ou seja, 103 milhões de reais de vendas ao mês, 3% de aumento do lucro líquido, 16% de retorno do patrimônio e máximo de 1,7% de inadimplência). Nos seis primeiros meses deste ano, 90% das metas foram batidas. Mas o faturamento cresceu 20% em relação ao mesmo período do ano passado.
As calcinhas, as cuecas e, principalmente, as bombinhas ajudam a construir uma versão caricata do empreendedor, mas não explicam seu sucesso. Na esteira do agronegócio, o grupo Gazin fatura atualmente cerca de 1,1 bilhão de reais. São mais de 150 lojas, seis centros de distribuição, centro atacadista, uma fábrica de móveis e outras três de estofados e colchões. O mérito de Gazin foi crescer em mercados em que as grandes redes de varejo têm pouca ou nenhuma presença. Enquanto cadeias como Casas Bahia, Ponto Frio e Magazine Luiza lutam pelos consumidores das grandes capitais, Gazin estendeu sua atuação por áreas bem menos disputadas. Seus móveis e eletrodomésticos são vendidos em lugares tão minúsculos quanto Alto do Taquari, em Mato Grosso, com 6 300 habitantes, ou Cerejeiras, em Rondônia, com pouco mais de 16 000 habitantes. Somente sete dos 100 municípios atendidos pelo grupo contam também com uma loja da Casas Bahia. "A estratégia de Gazin é comer pelas bordas", afirma Eugênio Foganholo, diretor da Mixxer, consultoria especializada em varejo. "Assim, fica protegido contra a concorrência."
A estratégia de crescer nos mercados do Centro-Oeste e do Norte do Brasil começou quase por acaso. As primeiras filiais da Móveis Gazin foram abertas para acompanhar a trajetória de migração dos douradinenses. Seduzidos por terras mais baratas em Mato Grosso do Sul ou empurrados pela forte geada de 1975, que devastou as plantações de café do norte do Paraná, muitos produtores rurais da região saíram rumo ao Norte. A população de Douradina, que tinha 30 000 habitantes quando Gazin abriu sua primeira loja, foi reduzida a um quinto no período de 30 anos. (Hoje, milhares de cidadãos e seus descendentes podem ser encontrados em cidades que vão do Paraná a Rondônia.) Com o tempo, explorar pequenas cidades na fronteira agrícola deixou de ser uma questão de sobrevivência para se tornar um modelo de negócios. Para crescer nesses mercados, antes desprezados pelos grandes varejistas, Gazin explorou a tripla condição de fabricante, atacadista e varejista. De suas próprias fábricas saem os artigos que abastecem os pontos de venda da rede. Como atacadista, Gazin reúne os pedidos de pequenos comerciantes das regiões onde está presente e os soma às encomendas de sua rede, o que lhe confere escala nas negociações com os fornecedores de eletroeletrônicos. No ano passado, os serviços prestados a pequenos comerciantes foram responsáveis por 8% do faturamento do grupo Gazin.
Primogênito de cinco filhos de um casal de lavradores, Gazin faz parte do grupo de empreendedores brasileiros que podem bater no peito e dizer que se fizeram sozinhos. Sua infância e juventude foram marcadas por privações. Ele interrompeu a escola no primeiro ano do ensino fundamental para ajudar nas despesas da casa. Colheu café, foi sapateiro e motorista de parteira. Aos 15 anos, depois de outras tantas ocupações temporárias, passou a trabalhar numa loja de móveis. "Era o melhor negócio do mundo: o pessoal saía feliz e, se não pagasse, a gente podia pegar o produto de volta", diz. Quando o dono decidiu fechá-la, Gazin, então com 17 anos, convenceu o pai a vender o jipe da família e a comprá-la. No começo, ele morava nos fundos da própria loja, cozinhava lá mesmo e durante as tardes, quando o movimento era normalmente baixo, realizava bicos para complementar o orçamento. Nesse período, chegava a vender fiado ou em troca de comida e mercadorias. Somente quando o dinheiro da primeira safra começou a circular na cidade, Gazin teve certeza de que tinha comprado o negócio certo. "Eu sabia que as pessoas me pagariam quando a colheita viesse", diz. Hoje, o grupo Gazin é controlado por dez pessoas, o próprio Mário Gazin mais nove parentes, entre eles seus quatro irmãos. Todos já indicaram seus sucessores na administração do negócio. "Meus três filhos serão meus herdeiros", afirma Gazin. "Mas nenhum deles fará parte da administração. Eles não sabem gastar menos do que ganham."
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Código Gaudi: fuja dele!
Adoro Barcelona. Amo. Quero morar lá A-GO-RA! E foi esse amor puro que fez com que eu me rendesse a uma das maiores bobagens que já li na vida: o romance "O Código Gaudi". Uma cópia bem da mal feita do best-seller "O Código DaVinci". No caso do livro espanhol, Gaudi é o mestre-artista misterioso que liderava uma seita do bem, que esconde um segredo que vai, mais uma vez, mudar o mundo. Ai, que sono...E dale mais de 300 páginas com uma heroína besta, com um herói bobo, com uma japonesa chata, com uma congregação secreta cheia de mistérios com Jesus Cristo por trás de tudo. O cenário é Barcelona. Os autores (sim, mais de uma pessoa escreveu esta bela porcaria) são historiadores... Dormi... Boa noite...
E desisto de escrever mais alguma coisa sobre essa história - existe de fato alguma?- insossa e mal cheirosa. Não perca tempo. Poupe seu dinheiro. Nem encoste no Gaudi. Depois não diga que não sabia...
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
30 anos depois... A Melissinha cresceu!
Como é bom ver uma boa campanha no ar. O sapato-plástico-mulher Melissa - que na minha época tinha nome no diminutivo, a Melissinha - chega aos 30 anos com uma PUTA campanha no ar. Uma historinha muito da bem contada, de 1 minuto, sobre 3 amigas e suas inseparáveis Melissinhas. Vale a pena apertar, ou melhor, clicar, no play:
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Série de TV Modern Family
O seriado "Modern Family" é muuuuuito bom. Quem gosta de série vai adorar. E quem não gosta de série... bom, não interessa. Dá uma olhada no trailler. Pena que não tem legenda. O vídeo abaixo é indicado só para quem fala a língua de Barack Obama.
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Somos todos iguais perante a lei
Tá, OK, conta outra.
Em principio, somos todos iguais, temos todos os mesmos direitos. Temos todos os mesmos direitos para educação, para a saúde. Ou seja, deveríamos ser quase 200 milhões de pessoas bem-educadas, com muito conhecimento e muitos livros lidos pela vida. Sabemos bem que não é assim que a banda toca. Aliás, tem alguma banda?
Na saúde, então... Acabo de ver no Jornal Hoje, da TV Globo, duas matérias coladas sobre saúde. Duas matérias que gritam como há sim dois tipos de seres humanos. Na primeira matéria, vemos o desgaste e a angústia daqueles que precisam se utilizar da saúde pública para continuarem vivos por causa da gripe suína (Suína SIM! Pára com essa coisa chata de H1N1). Na matéria seguinte, aparece Felipe Massa chegando de jatinho-ambulância em São Paulo e entrando porta adentro do Hospital Arbert Einstein. Na matéria dos pobres-coitados-se-virem-como-podem, corta para um jovem de 29 anos que acaba de ficar viúvo. Sua esposa, grávida, morreu pela gripe. Corta, agora, para o repórter falando sobre Felipe Massa: "ele passa bem e já está fazendo milhares de exames". Ufa! Que bom...
Cortamos, de novo, para a matéria da saúde pública. Lá, uma mulher conta que deve procurar outro hospital porque naquele, em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, não há médicos. Voltamos à porta de Albert Einstein, onde, aliviados, recebemos a noticia que uma junta médica cuida de Felipe Massa...
Como pode haver tanta diferença de tratamento? Claro que o piloto tem direito - paga por isso. E paga muito bem, obrigado. Mas os outros seres humanos, digamos, comuns, não podem mesmo receber um pouco de cuidado, digamos, humano?
O melhor mesmo foi a terceira matéria, que veio ali, como quem não quer nada, pensando que ia passar sem ninguém ver. Era sobre o vice-presidente deste Brasil Guaranil. José de Alencar acaba de sair do Sirio Libanês, em São Paulo. Hospital dos bons, dos caros e só equipe A. Bacana, bonito, Uepa! Que tal se o querido vice-presidente, o presidente, os ministros tivessem, por lei, que usarem o sistema público de saúde? Sim, porque quem pagou as contas do vice-presidente no Sirio foi quem mesmo? Uma nota e uma chance... Acertou! Você, eu e todo mundo - inclusive o Felipe Massa e todos os seres humanos comuns que se utilizam da rede pública de saúde.
Ai, ai... Brasil, meu Brasil brasileiro... Por isso que um dia mudo daqui!
Pronto, me irritei.
Em principio, somos todos iguais, temos todos os mesmos direitos. Temos todos os mesmos direitos para educação, para a saúde. Ou seja, deveríamos ser quase 200 milhões de pessoas bem-educadas, com muito conhecimento e muitos livros lidos pela vida. Sabemos bem que não é assim que a banda toca. Aliás, tem alguma banda?
Na saúde, então... Acabo de ver no Jornal Hoje, da TV Globo, duas matérias coladas sobre saúde. Duas matérias que gritam como há sim dois tipos de seres humanos. Na primeira matéria, vemos o desgaste e a angústia daqueles que precisam se utilizar da saúde pública para continuarem vivos por causa da gripe suína (Suína SIM! Pára com essa coisa chata de H1N1). Na matéria seguinte, aparece Felipe Massa chegando de jatinho-ambulância em São Paulo e entrando porta adentro do Hospital Arbert Einstein. Na matéria dos pobres-coitados-se-virem-como-podem, corta para um jovem de 29 anos que acaba de ficar viúvo. Sua esposa, grávida, morreu pela gripe. Corta, agora, para o repórter falando sobre Felipe Massa: "ele passa bem e já está fazendo milhares de exames". Ufa! Que bom...
Cortamos, de novo, para a matéria da saúde pública. Lá, uma mulher conta que deve procurar outro hospital porque naquele, em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, não há médicos. Voltamos à porta de Albert Einstein, onde, aliviados, recebemos a noticia que uma junta médica cuida de Felipe Massa...
Como pode haver tanta diferença de tratamento? Claro que o piloto tem direito - paga por isso. E paga muito bem, obrigado. Mas os outros seres humanos, digamos, comuns, não podem mesmo receber um pouco de cuidado, digamos, humano?
O melhor mesmo foi a terceira matéria, que veio ali, como quem não quer nada, pensando que ia passar sem ninguém ver. Era sobre o vice-presidente deste Brasil Guaranil. José de Alencar acaba de sair do Sirio Libanês, em São Paulo. Hospital dos bons, dos caros e só equipe A. Bacana, bonito, Uepa! Que tal se o querido vice-presidente, o presidente, os ministros tivessem, por lei, que usarem o sistema público de saúde? Sim, porque quem pagou as contas do vice-presidente no Sirio foi quem mesmo? Uma nota e uma chance... Acertou! Você, eu e todo mundo - inclusive o Felipe Massa e todos os seres humanos comuns que se utilizam da rede pública de saúde.
Ai, ai... Brasil, meu Brasil brasileiro... Por isso que um dia mudo daqui!
Pronto, me irritei.
sexta-feira, 31 de julho de 2009
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Neva em São Paulo...
Segundo o livro "Neve no Brasil", São Paulo já acordou nevada em 1918. Minha avó não lembra de nada. Mas também a jovem senhora Dona Alzira só viria a nascer alguns anos depois. Bem... Assim diz o livro que já tivemos por aqui nos trópicos ares de europeus. Uma delicia fofa de nevasca breve e feliz. Mas, na madrugada de hoje, 29 de Julho, em São Paulo, só dormiu quem tem sono de
pedra mesmo. E não de gelo. O que caiu de granizo não foi brincadeira. Como o escritor aqui vive muito bem obrigado, a varanda que vê toda a cidade não tem teto. Então, foi gelo em todas as janelas da casa, em todos meus 6 metros de pé direito. Um barulhão e um medão também. Estava esperando as janelas estourarem. Mas a construtora era mesmo boa e o vidro de primeira. Terminou tudo sem nem um racho nas vidraças. O mesmo não posso dizer das plantinhas... Triste. Vasos de orquídeas quebrados, flores assassinadas pelas pedras de gelo, minhas lindas lavandas maltratadas.
pedra mesmo. E não de gelo. O que caiu de granizo não foi brincadeira. Como o escritor aqui vive muito bem obrigado, a varanda que vê toda a cidade não tem teto. Então, foi gelo em todas as janelas da casa, em todos meus 6 metros de pé direito. Um barulhão e um medão também. Estava esperando as janelas estourarem. Mas a construtora era mesmo boa e o vidro de primeira. Terminou tudo sem nem um racho nas vidraças. O mesmo não posso dizer das plantinhas... Triste. Vasos de orquídeas quebrados, flores assassinadas pelas pedras de gelo, minhas lindas lavandas maltratadas. Só valeu ver o terraço lotado de gelo, brincando que era novaiorquino. Dá uma olhada no vídeo. E na vista que tenho todos os dias... Desculpa, tá?
terça-feira, 28 de julho de 2009
Proposta Indecente
O novo filme-coqueluche de Sandra Bullock, "A Proposta" vale o ingresso. O casal protagonista do filme agrada e ganha a plateia. Ainda mais com o sarado-tudo-de-bom Ryan Reynolds, que aparece peladão pra alegria da galera. Uma chefe linda e fechada para qualquer emoção humana descobre que é uma pessoa como outra qualquer quando cai nas garras da área de imigração dos Estados Unidos. Sim, a poderosa não é americana, é canadense. Para ela, era a mesma coisa. Mas não é. Na-na-ni-na. Pra não ser deportada e perder seus poderes corporativos, Sandra Bullock pede Ryan em casamento. Detalhe: ele é assistente dela. E ela sempre foi uma víbora com o bonitão. A partir daí, a trama já fica fácil: ele se vinga de todo o inferno que a chefona fez na vida dele, e, por que não, uma paixão sem qualquer sentido acontecer entre os dois? Por que não?
Curiosidade sobre o novo galã do momento. Ryan Reynolds largou Alanis Morissete para ficar com a femme fatale Scarlet Johnson. A cantora ficou arrasada pela perda do amado, engordou feito peru em véspera e desandou a se deprimir. Mas nada como uma volta por cima. Hoje ela solta a voz na estrada, correu, literalmente, atrás do prejuízo e voltou mais gata do que nunca. Viva a dor de corno!
segunda-feira, 27 de julho de 2009
PROIBIDO FUMAR
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Tijolo também é método de contratação em firmas!
O método consiste em colocar todos os candidatos num galpão e disponibilizar 200 tijolos para cada um.
Não dê orientação alguma sobre o que fazer. Em seguida, tranque-os lá e, após seis horas, volte e verifique o que fizeram.
Segue a análise dos resultados:
1 - Os que contaram os tijolos, contrate como contadores.
2 - Os que contaram e em seguida recontaram os tijolos, são auditores.
3 - Os que espalharam os tijolos são engenheiros.
4 - Os que tiverem arrumado os tijolos de maneira muito estranha, difícil de entender, coloque-os no Planejamento, Projeto e Implantação e Controle de Produção.
5 - Os que estiverem jogando tijolos uns nos outros, coloque-os em Operações.
6 - Os que estiverem dormindo, coloque-os na Segurança.
7 - Aqueles que picaram os tijolos em pedacinhos e estiverem tentando montá-los novamente, devem ir direto à Tecnologia da Informação.
8 - Os que estiverem sentados sem fazer nada ou batendo papo-furado, são dos Recursos Humanos.
9 - Os que disserem que fizeram de tudo para diminuir o estoque mas a concorrência está desleal e será preciso pensar em maiores facilidades, são vendedores natos.
10 - Os que já tiverem saído, são gerentes.
11 - Os que estiverem olhando pela janela com o olhar perdido no infinito, são os responsáveis pelo Planejamento Estratégico.
12 - Os que estiverem conversando entre si com as mãos no bolso demonstrando que nem sequer tocaram nos tijolos e jamais fariam isso, cumprimente-os com muito respeito e coloque-os na Diretoria.
13 - Os que levantaram um muro e se esconderam atrás são do Departamento de Marketing.
14 - Os que afirmarem não estar vendo tijolo algum na sala, são do Departamento Jurídico.
15 - Os que reclamarem que os tijolos 'estão uma merda, sem identificação, sem padronização e com medidas erradas', coloque na Qualidade.
16 - Os que começarem a chamar os demais de 'companheiros' , elimine imediatamente antes que criem um sindicato.
Não dê orientação alguma sobre o que fazer. Em seguida, tranque-os lá e, após seis horas, volte e verifique o que fizeram.
Segue a análise dos resultados:
1 - Os que contaram os tijolos, contrate como contadores.
2 - Os que contaram e em seguida recontaram os tijolos, são auditores.
3 - Os que espalharam os tijolos são engenheiros.
4 - Os que tiverem arrumado os tijolos de maneira muito estranha, difícil de entender, coloque-os no Planejamento, Projeto e Implantação e Controle de Produção.
5 - Os que estiverem jogando tijolos uns nos outros, coloque-os em Operações.
6 - Os que estiverem dormindo, coloque-os na Segurança.
7 - Aqueles que picaram os tijolos em pedacinhos e estiverem tentando montá-los novamente, devem ir direto à Tecnologia da Informação.
8 - Os que estiverem sentados sem fazer nada ou batendo papo-furado, são dos Recursos Humanos.
9 - Os que disserem que fizeram de tudo para diminuir o estoque mas a concorrência está desleal e será preciso pensar em maiores facilidades, são vendedores natos.
10 - Os que já tiverem saído, são gerentes.
11 - Os que estiverem olhando pela janela com o olhar perdido no infinito, são os responsáveis pelo Planejamento Estratégico.
12 - Os que estiverem conversando entre si com as mãos no bolso demonstrando que nem sequer tocaram nos tijolos e jamais fariam isso, cumprimente-os com muito respeito e coloque-os na Diretoria.
13 - Os que levantaram um muro e se esconderam atrás são do Departamento de Marketing.
14 - Os que afirmarem não estar vendo tijolo algum na sala, são do Departamento Jurídico.
15 - Os que reclamarem que os tijolos 'estão uma merda, sem identificação, sem padronização e com medidas erradas', coloque na Qualidade.
16 - Os que começarem a chamar os demais de 'companheiros' , elimine imediatamente antes que criem um sindicato.
segunda-feira, 13 de julho de 2009
1 ano, um blog novo!
Um ano depois do blog ter começado e lá se vão quase 250 textos publicados, média de 800 visitantes por semana e alguns comentários - menos do que eu gostaria, o povo prefere mesmo conversar por email.
Como eu acho que blog tem que ter função, o anterior, o pretinho básico, era totalmente voltado ao mundo corporativo e ao meu primeiro livro "Poder S.A - Histórias Possíveis do Mundo Corporativo". Agora, como o autor aqui que lhes escreve também mudou - a vida de executivo é coisa mesmo do passado e o escritor definitivamente ocupou o espaço - resolvi alterar o blog para algo egotrip total: o blog do Beto Ribeiro. Sobre o que vou escrever? Sobre tudo que eu quiser. A função agora deste espaço é soltar o verbo com a minha querida e inseparável ironia de sempre.
Como eu acho que blog tem que ter função, o anterior, o pretinho básico, era totalmente voltado ao mundo corporativo e ao meu primeiro livro "Poder S.A - Histórias Possíveis do Mundo Corporativo". Agora, como o autor aqui que lhes escreve também mudou - a vida de executivo é coisa mesmo do passado e o escritor definitivamente ocupou o espaço - resolvi alterar o blog para algo egotrip total: o blog do Beto Ribeiro. Sobre o que vou escrever? Sobre tudo que eu quiser. A função agora deste espaço é soltar o verbo com a minha querida e inseparável ironia de sempre.
domingo, 29 de março de 2009
Ballet perfeito
Ah, como eu queria que o trabalho fosse tão perfeito e sincronizado como o que acabo de ver no Teatro Sergio Cardoso, em São Paulo. O espetáculo - usei a palavra certa e repito - o espetáculo é exato. Criativo, lindo de se ver. É fácil perceber o trabalho - árduo, por sinal - dos bailarinos, diretores, figurinistas. É óbvio que teve ensaio atrás de ensaio. Mas é incrível como os moços e moças passeiam pelo palco como se dele fossem realmente uma simples extensão. Indico e reindico. Geralmente falo de ARRRRTE mais pro fim da semana, mas como a São Paulo Companhia de Dança fica em cartaz só até dia 5 de abril, resolvi já deixar aqui a sugestão da semana. É baratinho , 20 reais, e o teatro é o Sérgio Cardoso, na Rui Barbosa, 153. Teatrão dos grandes esse Sérgio.
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
Quando a diretoria faz diferença...
Em tempos de crise mundial não está sendo muito legal ser diretor. Principalmente de bancos americanos grandes, com grandes salários e grandes bônus. Ainda mais que percebemos uma coisa: os diretores não estavam lá trabalhando muito bem. E BUMMM! Tudo explodiu e veio à tona os bilhões gastos com executivos ruins e sem muito entendimento do que fazem-faziam. Para não dizer incompetentes mesmo.
Diferente do que acontece nas artes. No teatro, bom diretor é sim sinônimo de muito bom espetáculo. É o que acontece com a nova montagem do ótimo "O Mistério de Irma Vap". O enredo louco de troca-troca de roupas e texto divertido fica simplesmente incrível nas mãos de sua diretora, a salve-salve Marília Pêra. Quem viu a primeira versão, não se preocupe. A delícia de duas horas de gargalhadas estão garantidas. Também fui achando que ia torcer o nariz e morrer de saudades de NeyLA-torraca e Nanini. Nem lembrei deles. Cassio Scapin e Marcelo Medici - já excelentes atores - mostram talento em cada encenação. Mostram também que valeu cada dia dos muitos meses de ensaios. Eles foram inteligentes e se deixaram ser bem dirigidos.
Bem que nossa estrela-diva-atriz-maior, a dona Marília, podia ensinar para os diretores do mundo executivo que não tem milagre nem especulação para desenvolver um bom projeto. Tem sim é muito trabalho, conhecimento do que faz e, claro, talento. E por que não, muito prazer também na labuta. Palmas para todos! Plac-Pla-Plac!!! Menos para os altos executivos americanos.
Mistério de Irma Vap está no Teatro Frei Caneca, em São Paulo, de quinta a domingo. Clique aqui para maiores detalhes.
Bem que nossa estrela-diva-atriz-maior, a dona Marília, podia ensinar para os diretores do mundo executivo que não tem milagre nem especulação para desenvolver um bom projeto. Tem sim é muito trabalho, conhecimento do que faz e, claro, talento. E por que não, muito prazer também na labuta. Palmas para todos! Plac-Pla-Plac!!! Menos para os altos executivos americanos.
Mistério de Irma Vap está no Teatro Frei Caneca, em São Paulo, de quinta a domingo. Clique aqui para maiores detalhes.
quinta-feira, 29 de maio de 2008
Método Gronholm – A Tortura Chamada RH
O que uma pessoa faria para conseguir um (bom) emprego? Até onde iria? Qual o limite de alguém?O filme O que você faria? apresenta as três respostas para as perguntas acima. E é incrível até que ponto chega o ser humano. No longa, vários executivos são colocados numa sala de reunião e estão em disputa pelo mesmo cargo. Todos numa espécie de entrevista de emprego às avessas, em que têm que participar de várias provas para ver quem é o melhor para a empresa. E pior: um dos candidatos é impostor, é, na verdade, um funcionário, um “Colaborador” de ninguém mais, ninguém menos, que do RH. Claro, sempre ele.
Esse filme é baseado na peça Método Gronholm, do espanhol Jordi Galcerán, que foi encenada em 2007 em São Paulo pelos ótimos Tais Araújo, Lázaro Ramos, Ângelo Paes Leme e Edmilson Barros. Galcerán escreveu a peça graças ao lixo do aeroporto de Barcelona. Sim, ao lixo. Lá estava o bonito, o escritor e não o lixo, sentado na sala de embarque quando sua curiosidade o fez puxar uma pasta que estava na lixeira. Era simplesmente todos os testes e observações feitas pelos impiedosos executivos de RH de uma grande empresa catalã. Incrível como esse RH é danado e sempre acha que é melhor que todos... Não se dá nem ao trabalho de rasgar suas maldades. É, meus amigos e amigas, a peça é toda baseada em fatos reais e para lá de tristes. A peça de teatro foi, acabou, adeus. Mas o filme você encontra em DVD, que só está para locação, acho. Não o encontrei em nenhuma loja online.
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