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quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

terça-feira, 28 de julho de 2015

A Saga Brasileira - a Saga de todos os Brasileiros

Dica de leitura: "Saga Brasileira", de Miriam Leitão. Muito bem escrito, o livro deveria ser leitura obrigatória de todos os brasileiros - no mínimo virar estudo nas faculdades de economia e administração. 

A jornalista Miriam Leitão viaja no tempo e nos mostra todo o caminho que trilhamos ao longo das últimas quatro décadas para conseguirmos ter, hoje, uma moeda mais forte, o Real - que, espero, consiga sobreviver a tudo que está acontecendo nos dias atuais. Quem viveu na década de 1980 lembra bem quando a moeda mudava quase a cada ano e sempre "cortando 3 zeros" - cruzado, cruzado novo, cruzeiro, cruzeiro real. E da inflação? Impossível esquecer dos preços que subiam duas, três vezes ao dia. Pior é ver o dragão da Inflação que estampava as capas da Revista Veja querendo voltar, numa espécie de Game Of Thrones, ainda mais forte.

De verdade, desejo que Miriam não tenha que escrever o volume II dessa saga verde-amarela...

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

A Grande Dama do Champagne

Livro Viúva ClicquotPara quem gosta de Champanhe e vinhos, leia "A Viúva Clicquot". Para quem gosta de livros, leia "A Viúva Clicquot". E para quem é do mercado corporativo, leia "A Viúva Clicquot".

O livro conta a história de uma das mulheres mais fascinantes do mundo dos vinhos e do mundo dos negócios. A famosa viúva, que dá nome ao champanhe mais famoso do mundo, foi uma das mulheres que não só revolucionou a forma de se fazer e vender champanhe, como acabou abrindo caminho para as mulheres poderem ficar à frente de um negócio sem precisar de um homem junto.

O livro é muito interessante não só porque conta a saga da pequena e nada bela Barbe-Nicola, a viúva, que perdeu o marido aos 27 anos. Mas também porque todo o cenário da história vai de Maria Antonieta a Napoleão III. Essa mulher viveu os anos mais importantes e marcantes da História da França, e mostra como um país sobrevivia - ou não - a tantas guerras e subidas e quedas de Poder.


Um brinde à viúva!

quarta-feira, 10 de junho de 2009

A volta da MESBLA

Quem não se lembra da Mesbla?

O querido Ricardo Mansur conseguiu, num único golpe, destruir Mappin e Mesbla. Levou, com sua péssima administração, duas das marcas mais importantes do país. Levou História de cariocas - Mesbla, e paulistas - Mappin.

Agora, o mesmo Mansur, traz a marca Mesbla de volta à ativa. Mas só online. Vamos ver até quando fica no ar. Visite o site, mas não compre lá. Vá para o Extra. Melhor, mais seguro.


crédito da foto: www.mesbla.bogspot.com

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Precisa dizer mais alguma coisa...?

E, daqui da ponta mais ao norte das Américas, diretamente do sofisticado Canadá, trago notícias da crise... Veja a foto abaixo... Uma imagem vale mesmo por mil palavras... Principalmente imagem com palavras.
General Motors ou Coronel Motors...?

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Vou sambar em outra freguesia!

CARNAVAL NÃOOOOO!
E no "O balancê, balancê", eu que não quero dançar com você. Eu não. Acho Carnaval chato demais. Por isso, para os que ficam, muito AxÉ! Eu que não vou ouvir Ivete, Margareth, nem a dança da Mobilete. Eu vou é correr para a primeira classe da Continental e voar pra bem longe! Muita neve, muito vinho do bom, muita diversão com minha melhor companhia: meu casamento. Até a volta!

Beijos!!!

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Enquanto isso, na sala da justiça...

John Grisham traz mais uma história que conta os bastidores dos tribunais americanos. O novo livro, "O Recurso", tem ainda mais um atrativo. Um Novo livro de John Grisham: O RECURSObom atrativo: é possível também conhecer como se fazem os bilionários contemporâneos, e como vale tudo no mundo dos negócios em que o preço da ação de uma empresa nem sempre reflete seus verdadeiros valores. Tudo vale a pena, para alguns empresários. Tudo vale a pena se, no fim, as ações subirem. Mais e mais. Sempre.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Negócios em família

"Os Irmãos Karamabloch", de Arnaldo Bloch, é uma epopéia familiar das melhores. Vale muito a pena conhecer a saga dos Bloch, que construiram um dos maiores impérios da comunicação do Brasil - junto com os Civita (Abril), Marinho (Globo) e Chateaubriand (Tupi e Diários Associados).

Como diz um amigo, o livro dava uma ótima minisérie. E daria mesmo. Quem sabe não vemos na tela da Globo a estréia e o fim da TV Manchete?


quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Chefe faz mal à saúde!

Nada de muita novidade... Chefe chato não faz nada bem, mas agora ficou comprovado. Chefe mau pode acabar, literalmente com a vida de um subordinado. Veja a matéria abaixo do site diariodasaude.com:


Efeitos colaterais de um chefe ruim

Um estudo feito na Suécia demonstrou que chefes arbitrários e insensíveis não apenas elevam o estresse no ambiente de trabalho, como também aumentam o risco de doenças cardiovasculares nos seus funcionários.

Os pesquisadores do Instituto Karolinska e da Universidade de Estocolmo acompanharam o histórico e as ocorrências relacionadas à saúde de de 3 mil funcionários, todos homens, com idades entre 19 e 70 anos, por um período de quase dez anos.

Chefe ruim faz mal ao coração

Os pesquisadores encontraram uma forte correlação entre um mau gerenciamento e o risco de distúrbios cardíacos graves e ataques do coração nos funcionários que trabalham sob a coordenação desses chefes.

Durante a pesquisa, Foram registrados 74 casos - entre fatais e não-fatais - de ataques cardíacos ou angina instável, marcada por dores ou desconfortos no peito ou em áreas adjacentes, causados pelo fluxo inadequado de sangue no coração.

Avaliação dos chefes pelos subordinados

Os voluntários que participaram do estudo avaliaram o estilo de liderança de seus gerentes em aspectos como a clareza no estabelecimento de objetivos e a habilidade do chefe em se comunicar e dar feedback aos funcionários sobre como ele avaliava o desempenho individual.

Cruzando os resultados dos questionários com as ocorrências médicas, os pesquisadores constataram que, quanto mais competentes os funcionários consideravam seus gerentes, mais baixo era o seu risco de sofrer problemas cardíacos graves.

Os funcionários que avaliaram seus chefes como menos competentes apresentaram um risco 25% maior de apresentar um problema cardíaco grave. Esse risco aumenta com o tempo que o funcionário trabalha sob a coordenação do mau gerente. Os funcionários que ficaram mais do que quatro anos sob o comando de um mau gerente apresentaram um risco 64% maior de sofrer doenças cardíacas.

Os pesquisadores sugerem que as empresas tomem medidas para melhorar o desempenho dos gerentes utilizando a avaliação que seus subordinados façam deles.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Retrospectiva 2008

E o ano está indo... E 2009 está chegando! Como recordar é viver, vale reler o que a imprensa disse sobre Poder S.A. neste ano em que a bolsa despencou, que Ronaldo virou corintiano, e que Madonna aportou aqui pelos trópicos:

"Parece mentira, mas é vida de executivo."
Veja SP

"Um prédio fictício abriga empresas. Em cada andar há uma história de egoísmo, traição, conspiração e recalque. Diferentemente dos casos de sucesso e das maravilhas do mundo corporativo, o autor decidiu mostrar, baseado em fatos reais, o lado perverso da carreira de cada um."
Folha de São Paulo

"Diretores de empresas, gerentes e funcionários têm a oportunidade de saborear histórias reais do mundo corporativo em Poder S.A., de Beto Ribeiro. (...) Não por acaso, o livro é recomendado para quem odeia o chefe e trabalha mais de 15 horas/dia".
Diário de São Paulo

"Para evitar processos, (Beto Ribeiro) misturou as histórias, inventou personagens e criou um ambiente surreal para escrever "Poder S.A.""
Folha de São Paulo - Caderno Dinheiro

"O livro Poder S.A. é bem descomplicado. Explica-se: ele foi escrito usando muitos diálogos, um recurso de estilo trazido dos romances, o que facilita o entendimento das situações que o escritor quer apresentar ao leitor. Não, não… Não se trata de um romance sobre a vida corporativa. (...) Mesmo assim se trata de fofocas da vida alheia? Pode até ser. Mas chega a ser engraçado fazer um “safári” por uma fauna composta de personagens bastante estranhos que transitam pelo universo corporativo."
Você S/A

"Poder S.A. traz histórias baseadas em fatos reais do dia-a-dia de grandes corporações. O livro, bem-humorado, acaba com qualquer glamour que o mundo administrativo ainda possa ter."
Meio&Mensagem

"O verdadeiro mundo corporativo. Beto Ribeiro é muito divertido e até abusado. As histórias podem não ser 100% reais, mas são bem prováveis"
Revista Cliente S/A

"Chega às livrarias um livro no mínimo interessante. "Poder S.A." trata de bastidores e de falsidades das relações de executivos no ambiente empresarial. A obra é da Editora Marco Zero. Escrito por Beto Ribeiro, profissional com passagens por várias companhias, o texto tem 160 páginas. É uma versão mais corporativa da publicação "O Diabo Veste Prada". "
A Noticia - Joinville

"Com um tom ácido e um tanto humorístico, Poder S.A. está conquistando as listas de livros mais vendidos."
UOL Empregos

"Livro de Beto Ribeiro, "Poder S.A.", apresenta, com muito humor, questões atuais do mundo corporativo"
Portal do Marketing, Propaganda e Comunicação

"Poder S.A. faz empregado e empregador refletirem sobre os caminhos traçados e escolhidos por cada um."
Gastronomia&Negócios

"Beto Ribeiro escreveu Poder S.A.. Nele, você vai conhecer "histórias possíveis do mundo corporativo" escritas de forma simples e agradável. Líderes: vejam o que pode acontecer na sua empresa e evite conflitos. Colaboradores: façam a parte de vocês. O ambiente organizacional pode ser melhor, basta vocês quererem"
Revista Liderança

"Pércio, Isadora, Fátima, Nelsinho, Heloisa. Depois de ler o livro Poder S.A., é impossível não querer saber quem são, na vida real, os personagens que vivem algumas das 13 histórias escritas pelo autor Beto Ribeiro."
Jornal de Jundiaí

"Poder S.A. abre o backstage das diferentes Companhias, Ltda.s e S.A.s, em que se é possível perceber a sordidez e a política de boa vizinhança mentirosa imposta na seara empresarial. "
Revista Fator

"Basicamente, o livro relata histórias, que ele (Beto Ribeiro) jura serem todas reais, sobre a selva que é o mundo corporativo. Tem de tudo: gerente escroto, puxada de tapete, trairagem, puxa-saquismo de diretor, enfim.... essas histórias que a gente sabe que acontece diariamente em milhares de escritórios pelo mundo todo. Já li o livro e recomendo: as histórias são curtinhas e gostosas de se ler. Deixe a seriedade um pouco de lado e divirta-se com sua própria rotina."
Blog do Falsário

"Com texto irônico e ácido e baseado em fatos reais, o livro traz à tona as conversas de corredores das mais diferentes e importantes empresas brasileiras."
Estado do Ceará

"Escrito por um ex-executivo de alto escalão, Poder S.A. não tem preocupação com o politicamente correto. Nenhum personagem é poupado, nem a vitima, nem o torturador."
Cool Magazine

"Dica da Redação: Poder S.A. - Por trás das máscaras"
B2B Magazine

"Para quem gosta de uma fofoca, o jornalista Beto Ribeiro se inspirou em diálogos dos executivos do SP Centrale Downtown Financial Center (prédio comercial de São Paulo) para escrever histórias fictícias, porém possíveis, de bastidores do mundo corporativo. O resultado pode ser conferido no livro Poder S.A. , que fala sobre os aspectos menos agradáveis das operações das empresas brasileiras."
Results ON

domingo, 14 de dezembro de 2008

Irritações Corporativas Natalinas

Não tem jeito. Todo fim de ano é a mesma coisa. Dezembro chega e com ele todas as festividades-chatices de trabalho acontecem. Querendo ou não... Então, é melhor preparar o sorriso-mentira-tô-adorando-estar-aqui e seguir em frente aos compromissos fora de hora:

1) Confraternizações de firma. Coisa chata e sem sentido são as festas bregas criadas e recriadas pelo RH. Querem sempre inovar esses encontros natalinos com alguma coisa que ainda não foi pensada. Sei... Ô gente criativa! E tudo sempre acaba com apenas um balcão de caipirinha - e bem mal feita, por sinal - e suas filas imensas; chopp quente e cheio de espuma caindo do copo; lugar com ar condicionado quebrado e todo mundo suando; ou então num sítio feio e bem longe com churrasco duro e ruim; gente que bebeu demais querendo pegar gente que bebeu mais ainda. Isso sem falar na cafonisse daqueles que levam essas festas a sério, e resolvem investir no guarda-roupa como se fossem ao Oscar. Um horror de mau gosto. Mas a pior parte mesmo é o discurso de fim de ano escrito pelo RH e repetido à lá papagaio pelo presidente da empresa. Nessa hora, fique de olho no público expectador. Sempre terá o puxa-saco com lágrimas nos olhos. Esse é o momento de dizer: ADEUS!

2) Dicas, coisinhas. Nas revistas especializadas em negócios, há sempre matérias prontas para dezembro falando sobre "Como se dar bem nas festas de fim de ano". Há desde: "Não beba" até "Chegue no horário marcado e saia junto com seu diretor". Ridículo. Minha sugestão é NÃO VÁ À FESTA. Mate - de mentira, claro - a sua mãe, invente que estava no hospital com seu irmão drogado. Vale até dizer que aquela era a noite em que você, pessolamente, distribuiria sopa para mais de quinhentos necessitados. A gente tá aceitando tudo nessa hora. E se a festa for à fantasia, diga, no dia seguinte, que você estava de homem/mulher invisível. E que nunca se divertiu tanto. E, gente, se tiver que ir à festa, peloamordedeusinho, NÃO BEIJE NINGUÉM NA BOCA! Pelo menos não na frente dos outros.

3) Amigo secreto/oculto. Devia ter lei do trabalho proibindo esse tipo de brincadeira besta entre os funcionários. Você, com certeza, sorteará alguém que não conhece, vai investir cem reais num presente, enquanto quem tirou o seu nome, não gastará nem dez moedas de um real naquela caneta horrorosa que acende no escuro. E ainda terá que abraçar esse povo estranho e agradecer pela merda, ops, lembrancinha, que ganhou. Aliás, coloque sal grosso no presente e jogue na primeira água corrente que passar. Serve até a sarjeta nessas horas. Vai saber o mau agouro que essas coisas têm.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Por trás da notícia

Para quem tem curiosidade pelos bastidores da imprensa, dá uma olhada no blog da Trip. Bem legal, apresenta os jornalistas que fazem uma das melhores e mais modernas editoras do país.

Pra começar, clique aqui e leia a entrevista da amiga Eva Joory, sinônimo de jornalista de moda e música no Brasil. Esta tem muita coisa interessante pra contar.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Livros que são a cara dos grandes executivos...

Dois livros com ótimos títulos para quem trabalha no mundo corporativo:
Livro COMO TRABALHAR COM UM IDIOTA - o manual de sobrevivência nas empresas.
Como Trabalhar Para um Idiota, de JOHN HOOVER, lançado pela editora Futura. No livro, é possível conhecer os vários tipos de chefes e como lidar com eles. Se você está atrás de uma auto-ajuda-socorro-agarra-emprego, clique aqui e compre seu exemplar.

Livro POR QUE AS PESSOAS DE NEGÓCIOS FALAM COMO IDIOTAS - o título que já diz tudo!

Por Que as Pessoas de Negócios Falam Como Idiotas, de Brian Fugere, Chelsea Hardaway e Jon Warshawsky, Editora Best Seller. A capa, o título e a idéia são melhores que o livro em si. Os autores pesquisaram inúmeros relatórios anuais de empresas do mundo todo para mostrar como as pessoas, hoje em dia, falam como bobas no mundo corporativo. Faltou mais brincadeira, ficou tudo mundo sério no livro. Faltou ironia. Quer comprar o livro? Clique aqui. Se quiser ler um capítulo, aqui.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Adeus também foi feito pra se dizer... Bye Bye, So Long, Farewell...

Bill Gates - todas as empresas deviam ser como a dele... Será? E lá vai ele para sua vida de bilionário-gente-boa. Bill Gates foi embora da Microsoft. Tá certo ele. Trabalhou muito e bem durante um bom tempo. Fez bonito, fez história. Você consegue imaginar o mundo sem tudo o que ele criou? Sem Windows, sem MSN, sem Explorer, sem Office??? Eu não posso pensar num cenário horrível como esse.

Dizem que ele chorou na despedida. Devia ser de emoção de poder fazer tudo o que quiser, quando quiser, pelo preço que quiser. Mesmo se a bolsa nunca mais subir, o moço vai continuar muito rico. E, pelo jeito, muito feliz.

Dá até inveja, viu... Não pelo dinheiro – não só pelo dinheiro, sejamos honestos – mas pelo o que ele criou. Algumas pessoas marcam o mundo para sempre. Existe um A.C. e um D.C. – antes de Cristo e depois de Cristo. E com certeza também existe um A.BG. e um D.BG. – Antes de Bill Gates e Depois de Bill Gates.

Quem será o Bill Gates do século 21?

terça-feira, 24 de junho de 2008

Casa Gucci – o PODER vem do Berço

Livro CASA GUCCI: a mais chique das empresas familiares!
Não perca o ótimo “Casa Gucci – Uma história de glamour, cobiça, loucura e morte”, de Sara Gay Forden, lançado pela Editora Soman. A História de uma das famílias mais italianas e chiques do mundo é contada em tom de romance indo de Guccio Gucci a Domenico de Sole (o CEO que fez da marca uma empresa bem capitalista). O texto é excelente, fazendo qualquer um ler suas 500 páginas em poucos dias.

Esse livro acabou corroborando com algo que eu sempre tive como verdade absoluta: empresas familiares são as piores para se trabalhar. O voto do dono vale mais que toda opinião da empresa. Afinal, ele é dono, e não presidente. Ninguém pode mandá-lo embora. A pressão familiar sobre os herdeiros do trono acabam trazendo futuros ditadores descontentes para a tão sonhada cadeira de presidente da empresa. Imaginem aquele garoto que queria ser bailarino obrigado a entender de balanços, números, estoques e textos jurídicos. O que acontecerá? Claro, além de engordar, o cara será extremamente infeliz, tendo seus funcionários como extensão de sua sentença de tristeza imposta pelo seu sobrenome e seus pais. No meu livro, no Poder S/A, tem Campanha de retomada da marca Gucci.uma história dessas... Claro que sem o glamour de Tom Ford, que conseguiu reerguer a marca, depois que a família saiu dos negócios.


Compre já:

domingo, 15 de junho de 2008

E quem não quer ser bilionário?

Capa da revista Veja com Eike Batista. Que bom seria se todos os empresários fossem iguais a ele...Eu quero. E qual o problema?

A revista Veja desta semana traz na capa o maior e melhor bilionário brasileiro: Eike Batista, o dono das empresas X. Na sexta-feira, 13/06 (meda!), o empresário conquistou o primeiro lugar dos maiores IPOs (abertura de capital, oras) da Bovespa. Sua empresa com menos de um ano de vida, a petrolífera OGX, captou 4 bilhões de dólares. E conseguiu mais: no dia que a bolsa fechou em -0,17%, as ações da empresa tiveram ganho de + 8,3% em plena sexta-feira 13.

Hoje, Eike (olha só que intimidade) tem patrimônio avaliado em 20 bilhões de dólares, o dobro do então mais rico do Brasil, Antonio Ermírio de Moraes. E ele quer mais e mais: quer ser o mais rico do mundo. Eu não duvido que vá conseguir.

A diferença básica de Eike Batista com os outros bilionários brazucas não é o fato de sua ex-mulher ser Luma de Oliveira. Não. O que o diferencia de seus colegas de lista da Forbes é que o Sr. Batista quer e gosta de ser rico. Não vê problema nisso. Pousa para as capas de revistas e veste a alma de Robin Hood Tropical dividindo muito dos seus ganhos com seus funcionários, Matéria Veja com Eike Batista, dono da empresa de maior IPO na história do Brasil.fornecedores e acionistas. Conheço algumas pessoas que trabalham nas empresas X. São pessoas genuinamente felizes de trabalharem onde trabalham. Coisa rara no universo corporativo.

Eike Batista é totalmente o oposto dos bilionários que conheci. Todos, sem exceção, gostam de se fazer de pobres-trabalhadores-ricos, sem nenhuma afetação de milionário. Apenas fachada para os funcionários, claro. Cada um desses bilionários à moda antiga sempre revisa pessoalmente os bônus de seus funcionários, questionando, questionando e diminuindo, diminuindo os valores a serem pagos. Afinal, bônus menor no bolso de seus executivos é dinheiro a mais na sua conta pessoal que resultará numa melhor posição na lista dos mais ricos do mundo. Esses bilionários sempre mostram emocionados o quanto ajudam instituições carentes (tudo adequado à Responsabilidade Social da empresa que faz bonito no Relatório Anual que vem aí, óbvio), o quanto destinam alguns milhões de reais (e não de dólares) para causas sociais das amigas da suas esposas. E esquecem de ajudar a pobre da copeira de sua firma que não consegue pagarBALÃO DE PENSAMENTO: Eu tô rindo à toa! Minhas empresas são o máximo!!! o aluguel de seu humilde lar e jamais terá uma casa própria. E ai dela se lascar a porcelana da Cia das Índias que é usada para os chás e cafés da presidência. Vai para a rua, sem desculpas.

Como diz a matéria da Veja, o Brasil, para crescer, precisa de muitos Eikes Batistas. Precisa de empresários sem vergonha de ganhar dinheiro. Sem essa coisa chata de brasileiro que acha que ser vencedor é feio e mal educado. Que venham os Eikes! (Detestei esse final, desculpem)